
Como já referi, um dos objectivos do blog é comentar cada capítulo do livro A família em rede de Seymour Papert. Terminada a leitura do primeiro capitulo, é de referenciar a escrita fácil e cativante do autor.
Neste capítulo, Papert dá a conhecer as diferenças entre pais e filhos/avós e netos em relação ás novas tecnologias. O que Papert viu no seu neto Ian, vejo eu, também, no meu irmão mais novo! É incrível, as crianças agora mexem nos computadores, nos vídeos ou na televisão como se estivessem a rodar um pião (que para alguns até pode ser mais difícil!). Mas na verdade é que estas crianças e jovens nasceram, já na "Era da informática". As palavras que desconhecem vêem trazer-lhes novos desafios e vontade de aprender, cada vez mais as crianças estão a adquirir conhecimentos fora do seio familiar, pois cada vez mais estão a surgir meios de informação apoiados pelas Novas Tecnologias e cada vez mais cedo estão a aprender a lidar com elas.
Já os adultos, na maioria das vezes agarram-se ás suas tradições, subestimam as suas capacidades tecnológicas e não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem efectuado pelos seus filhos (caso da Lisa).
O que Papert sugere neste capítulo é uma ajuda mútua entre pais e filhos. A realização de actividades conjuntas é uma boa forma de se apoiarem e aprenderem uns com os outros. Isso vai promover a confiança dos pais e a responsabilidade das crianças. Só assim é que a aprendizagem de estilo familiar terá futuro.
Na sua teoria da psicanálise, Freud referiu que "A Criança é o pai do homem". Da mesma maneira, Papert atribui à criança a capacidade de mudar os preconceitos formados sobre a nova era de tecnologias.