sábado, 29 de dezembro de 2007

Prova de avaliação...

Para desanuviar um bocadinho e como estamos em época de dar e receber, ofereço este presentinho a todos os professores de Portugal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Chegou a hora da reflexão!

"O que é formidável nisto tudo é que reflectir outra vez nos permite compreender o que se passou, e compreender o que se passou nos leva a perceber o que é necessário fazer para que as coisas aconteçam de forma diferente" (Papert)

Depois de um longo semestre, terminámos as aulas de Tecnologias Educativas II (mas atenção! O trabalho continua!!).
Faço um balanço bastante positivo de tudo o que fizemos nesta cadeira, desde as aulas, onde tive conhecimento de coisas que nunca tinha pensado que podiam existir e onde a teoria não ficou no papel, à realização deste blogue, que me permitiu desenvolver a capacidade para estruturar uma ideia e comunicá-la e que funcionou, também, como um espaço de abertura para o convívio, à leitura do livro de Papert, onde fui tomando contacto com uma série de considerações que apesar de terem sido feitas há uns anos atrás, se ajustam na perfeição aos tempos de hoje.
Pode-se dizer que esta é das poucas disciplinas em que, realmente, há um sentido!
Assim sendo, termino deixando o meu Svidanya (até à próxima no ciberspaço)!!
Deixo-vos agora com um vídeo das Celtic Woman, "Carol of the bells". Provavelmente a melhor musica de Natal de sempre! :)




Feliz Natal e um excelente Ano Novo para todos!

"I am an edublogger"

"I am not a teacher afraid of technology. Or the changes this technology is bringing".

É assim que um professor de matemática, defensor das novas tecnologias em educação, começa esta apresentação:



Este sim, é o exemplo de professor que Papert refere no capitulo VII e que fazem falta nas escolas!

Brinquedos feitos de bits (Capítulo VIII)

Neste último capítulo da obra "A família em rede", Papert faz um comparação entre os brinquedos reais e os brinquedos digitais. O autor fala então das bonecas digitais como "entidades que se parecem com bonecas mas que são constituídas por bits e existem apenas no computador." (pág. 250, cap.8) e, apesar de não lhes podermos tocar, os brinquedos digitais têm "mais personalidade e são capazes de nos causarem mais surpresas" (pág. 250).
Construir brinquedos informáticos pode ser muito produtivo, socializar pela Internet é algo que pode ajudar em muito nas relações entre os sujeitos.... mas será que não nos estamos a esquecer que existe mundo à nossa volta e que podemos aprender muito para além de um monitor de computador ou de um teclado?
Na minha opinião, por mais vantagens que os brinquedos digitais tenham, os brinquedos reais serão sempre insubstituíveis, pois a interacção que a criança tem com os brinquedos reais é algo muito importante para o seu desenvolvimento. Não acredito numa Era em que tudo seja digital, em que seja possível as crianças deixarem de jogar à bola na rua para se enfiarem em casa, nos jogos de futebol do computador. Não acredito e desejo que assim não seja.
Será que os brinquedos digitais, que possuem uma personalidade mais complexa, vão substituir totalmente os brinquedos tradicionais?
É necessário que que se estabeleça um equilíbrio entre os dois tipos de brinquedos e, como refere Papert, são os pais que enfrentam o desafio de assegurar que este equilíbrio se mantenha.
Ainda em relação aos brinquedos digitais, já conhecem o "Scratch"? Encontrei há pouco no blogue "Tempo de teia" esta noticia:
"Equipa do MIT cria linguagem visual para ensinar os mais novos a fazer os seus próprios jogos, animações e musica".

A minha comunidade de aprendizagem online

pode ser definida desta maneira:



(Com a musica lindíssima dos Massive Attack, "Teardrop"!)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Que escola temos? (capitulo VII)

"O computador trabalha depressa, evolui muito rapidamente e cedo originou algumas mudanças em muitos sectores da actividade humana. Mas não na escola." (pág.206).

Num exemplo ilustrado por papert, neste capítulo, é a comparação entre os professores e os cirurgiões do séc. XIX, e é engraçado verificar que os professores ao chegarem a uma sala de aula actual só ficariam admirados com os objectos estranhos, o vestuário dos alunos e professores, corte de cabelo, etc, mas poderiam perceber perfeitamente o que se estava a passar e poderiam muito bem tomar conta da turma. Sim a escola mudou... mas não tanto como isso.

Como refere Papert, é necessário estabelecer uma escala de mudança, que vá da micromudança até à megamudança.
No caso português, por exemplo, o sistema de ensino não está de todo atento às mudanças a nível tecnológico, ou se está não responde de forma eficaz. No trabalho de campo que andamos a desenvolver na cadeira de seminário, vou a uma escola em que tem, pelo menos 6 computadores numa sala de aula mas nenhum funciona!
Deste modo não poderemos competir com os países Europeus como é óbvio, pois a educação não é um estádio de futebol para onde o dinheiro nunca se esgota; a educação não é propaganda eleitoral para onde o dinheiro foge; a educação é só o principal ponto de uma sociedade e aquele que a faz mover mas...

De consumidor a produtor (capítulo VI)

Isto de ser português é chato, deixamos sempre tudo para a última! Há anos que tento saber porquê. A verdade é que as aulas já terminaram e ainda me falta fazer a reflexão de três capítulos. Alguém devia fazer uma tese sobre isto!! Mas vamos ao que interessa.
Ao ler o capitulo VI ficamos com a sensação de que só não aprende quem não quer, pois está tudo à distância de um "clique". Parece tão fácil! Porém, este clique tem de ter significado, teremos que ter compreendido os seus princípios e termos confiança no que estamos a fazer, de tal modo que nos leve a querer e a permitir experimentar coisas novas. Actualmente há programas computacionais que podem ser úteis em várias áreas.

Na minha opinião, um programa pode ser visto como um projecto que pretende ser uma base da construção de algo, proporcionando a aquisição de novos saberes e o desenvolvimento de criatividade aos seus utilizadores. É só preciso ter em conta a fluência tecnológica de cada um.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

E-learning Awards

O melhor blogue europeu na categoria "SMART Technologies award for the school of the future" foi ganho por uma professora portuguesa, Teresa D'Eça, com o blogue CALL Lessons 2005-2007.

sábado, 15 de dezembro de 2007

"O e-learning não tem futuro"

..."digo isto pela positiva, não se assustem as pessoas mais entusiastas!"
Quem o disse foi João Paiva, na conferência "E-Learning e Comunidades: no digital, mas mais além…", explicando que a aprendizagem está a ser de tal maneira complementada por recursos digitais, que vai deixar de ser novidade que o learning venha acompanhado do "E" (de electrónico), ou seja, daqui a uns tempos todo o learning será "E".
O e-learning e as comunidades virtuais foram os assuntos mais tratados nesta conferência, sendo um dos pontos mais importantes "pensar no que estamos a aprender, mas também como estamos a aprender".
Entusiasmou-me bastante a forma como João Paiva orientou esta conferência, aumentando e enriquecendo os meus conhecimentos.
Resta-me dar os parabéns à organização que tornou possível a vídeo-difusão deste evento. Para quem quiser ver e rever aqui fica ele!


terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E-Learning e Comunidades: no digital, mas mais além…

13 de Dezembro, pelas 18 horas

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Universidade de Lisboa
"Faz-se uma reflexão sobre alguns desafios relacionados com o e-learning no nosso tempo. O estabelecimento de comunidades de aprendizagem a pretexto das novas oportunidades do mundo digital é uma evidência do nosso século, mas as questões mais profundas e dilemáticas estão no fascínio da pessoa humana e dos relacionamentos, sempre além dos bits"

Orador: Carlos Paiva - Professor Auxiliar no Departamento de Quimica, na secção de educação da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Tem como principal interesse as aplicações pedagógicas das tecnologias de Informação e Comunicação.

Eu já me inscrevi aqui!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Twitter - “What are you doing?”


Twitter é um serviço da web, classificada como microblog, que tem vindo a ganhar popularidade em todo o mundo, mas de forma mais visivel, nos EUA, Japão e alguns países da Europa.

Esta ferramenta, ainda muito pouco divulgada e utilizada pelos portugueses, constitui-se como um meio de comunicação fácil e rápido entre os internautas onde podem ser enviados pequenos textos (até 140 caracteres) em tempo real, e através de várias plataformas.

Já tinhamos falado numa das aulas práticas sobre este serviço mas não se chegou a conclusão nenhuma sobre o seu uso, principalmente em contexto educativo. Pois bem, embora possa parecer uma autêntica bisbilhotice, já que o mote do twitter é responder à questão “What are you doing?”, este serviço parece ser util em diversos contextos. Nas minhas pesquisas percebi que é excelente para a divulgação de eventos, e até mesmo, para o acompanhamento dos mesmos, como por exemplo, conferências, colóquios, etc.

Neste sitio podem ver as potencialidades educativas do Twitter e aqui podem ler uma opinião favorável no uso deste serviço. A autora argumenta que o que a leva a ser fã deste serviço é o sentido de presença e o poder de acompanhar o que os outros (que muitas vezes se encontram longe geograficamente) estão a fazer.


(Espero ter contribuido para o esclarecimento do porquê deste serviço tão estranho!)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Google Earth educativo

Para aqueles que, tal como eu, não imaginavam a utilização do Google Earth nas salas de aula, fica aqui um bom exemplo.
Todos os planos de aula aqui presentes dirigem-se a alunos do 3º ciclo e ensino secundário. Parece-me uma excelente forma de abordar as Ciências da Terra.
Este é, de facto, um excelente exemplo de como as tecnologias podem estar ao serviço da educação de modo a favorecer a aprendizagem por parte dos alunos.
Infelizmente não tenho conhecimento da utilização desta ferramenta nas escolas portuguesas, talvez por haver poucos professores que tenham competências para desenvolver um projecto semelhante... é preciso conhecer muito bem o Google Earth, criar vídeos de demonstração, etc!

No entanto, deixo-vos aqui este site onde podem encontrar imensas ideias e dicas para vários projectos.

domingo, 2 de dezembro de 2007

"... Fazer com que os que estão longe fiquem mais perto!"

Estamos na Era dos Computadores, as crianças já nascem a saber o que é a Internet. O estado de ansiedade e impaciência destas crianças e dos jovens, segundo Papert, acelerou a Era da Mudança. No entanto, quem mais “sofre” com esta situação são os Pais, principalmente aqueles, que têm filhos mais velhos que ainda aprenderam a ler e a escrever, ao verem a Rua Sésamo.

Cada vez é mais frequente ver uma criança a jogar play-station ou computador, a ver um DVD ou a ouvir musica, em vez de estar a ouvir as mais belas histórias de encantar. Mais uma vez, quem volta a “ficar por baixo”, são os Pais, que olham para as novas tecnologias de lado, pensando que estas são destruidoras de lares e que “roubam” a atenção das suas crianças.
Mas como tudo na vida, os tempos passam e os hábitos criam-se.
Numa época em que a sociedade exige demais de todos nós e em que as famílias têm cada vez menos tempo para conviverem uns com os outros e para se ouvirem mutuamente, no capitulo 5 do seu livro, Papert alerta-nos para a possibilidade de utilizar o computador como forma de interacção entre pais e filhos e até mesmo entre pais e avós.
"... a necessidade de estabelecerem novas formas de relacionamento com os seus filhos e verem o computador como um meio para construírem a coesão familiar, em vez de o considerarem um factor de desunião" Papert, 1996:116
O computador pode contribuir de uma maneira óbvia, para o desenvolvimento da cultura familiar de aprendizagem, mas... criticando um pouco aquilo que Papert defende neste capítulo (apesar de apoiar fortemente a importância da cultura familiar), surgem-me algumas duvidas.
Como é que se pode falar em estilos de aprendizagem se as crianças passam mais tempo na escola e nas creches do que em casa com os próprios pais?
Como é que os pais têm tempo para "pensarem sobre a aprendizagem familiar" se o mercado de trabalho exige cada vez mais aos trabalhadores, retirando-lhes cada vez mais o tempo que seria dedicado à família?

Ficam as questões.