sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Brinquedos feitos de bits (Capítulo VIII)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Que escola temos? (capitulo VII)
Num exemplo ilustrado por papert, neste capítulo, é a comparação entre os professores e os cirurgiões do séc. XIX, e é engraçado verificar que os professores ao chegarem a uma sala de aula actual só ficariam admirados com os objectos estranhos, o vestuário dos alunos e professores, corte de cabelo, etc, mas poderiam perceber perfeitamente o que se estava a passar e poderiam muito bem tomar conta da turma. Sim a escola mudou... mas não tanto como isso.
De consumidor a produtor (capítulo VI)
Na minha opinião, um programa pode ser visto como um projecto que pretende ser uma base da construção de algo, proporcionando a aquisição de novos saberes e o desenvolvimento de criatividade aos seus utilizadores. É só preciso ter em conta a fluência tecnológica de cada um.
domingo, 2 de dezembro de 2007
"... Fazer com que os que estão longe fiquem mais perto!"
Estamos na Era dos Computadores, as crianças já nascem a saber o que é a Internet. O estado de ansiedade e impaciência destas crianças e dos jovens, segundo Papert, acelerou a Era da Mudança. No entanto, quem mais “sofre” com esta situação são os Pais, principalmente aqueles, que têm filhos mais velhos que ainda aprenderam a ler e a escrever, ao verem a Rua Sésamo.Numa época em que a sociedade exige demais de todos nós e em que as famílias têm cada vez menos tempo para conviverem uns com os outros e para se ouvirem mutuamente, no capitulo 5 do seu livro, Papert alerta-nos para a possibilidade de utilizar o computador como forma de interacção entre pais e filhos e até mesmo entre pais e avós.
sábado, 17 de novembro de 2007
Valores
"As vantagens são imensas, mas, pela mesma razão, os riscos são sérios" (Papert. pp 111)
A supervisão de adultos é a melhor forma de assegurar que as crianças não acedem a informação inadequada. Deve haver uma abordagem mais profunda originária de uma cultura familiar baseada na confiança e na veracidade.
Outro assunto que me chamou à atenção neste capitulo foi o materialismo.
"Devemos assegurar que o facto de alguém possuir computador nunca se tornará num « sinal de estatuto»" (Papert, pp 108)
Será o computador uma forma de exclusão? É uma ferramenta essencial para a elaboração de trabalhos. Mas será que um aluno deve ser prejudicado, na sua avaliação por não fazer os trabalhos no computador? É verdade que esta ferramenta nos ajuda bastante na aprendizagem e nos dá acesso a um quantidade ilimitada de informação, mas é igualmente verdade que nem todos têm acesso a esta ferramenta e que muitas vezes quem não possui computador acaba por ter um estatuto diferente de quem possui.
Para terminar deixo-vos uma questão:
O materialismo pode interferir negativamente com a aprendizagem? O «ter e os outros não» pode ser comparado com «o saber e os outros não»?
sábado, 27 de outubro de 2007
“Será a criança a comandar a máquina, ou a máquina a comandar a criança?”

"Fico preocupado com o facto de as decisões fundamentais dos pais sobre o quê e como os seus filhos aprendem serem fortemente influenciadas pelos resultados de um processo de selecção, no qual o estardalhaço produzido sobre os meios de comunicação socila pode prevalecer sobre a filosofia educativa"(capítulo 3: pag. 65).
Esta é, sem dúvida, a citação de Papert no 3º capítulo que mais me fez pensar. Hoje em dia, os meios de comunicação social têm, cada vez mais, uma grande influência sobre as pessoas e uma grande parte do que é transmitido nestes meios é publicidade. E agora pergunto: quantos de vocês é que já não foram alvo da chamada "publicidade enganosa? É este tipo de publicidade que leva muitos pais a adoptarem materiais, livros, programas, jogos que não são os mais adequados para o desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos, afinal o que interessa é o conteúdo.
Segundo Papert conceber produtos baratos e facilmente colocáveis no mercado vai ao encontro das crenças que os pais têm sobre a educação e que este aspecto é um dos motivos pelos quais as políticas educativas do mundo inteiro estão cada vez mais a ser determinadas por considerações puramente comerciais.
Vejamos, por exemplo, as nossas escolas. Estão a ser equipadas com recursos tecnológicos (computadores e não só), no entanto, não são desenvolvidos produtos e estratégias para o seu uso. A quantidade de máquinas e de software incorporados na educação não garantem o desenvolvimento da criatividade dos alunos, tão pouco significa maior qualidade...
Para terminar, deixo-vos uma questão: será que algum dia se vai chegar a um consenso sobre o que é a melhor forma de aprendizagem?
sábado, 13 de outubro de 2007
A familia em rede - 2º capitulo: Tecnologias
Nas páginas seguintes à sua posição contra estas duas visões, e em que Papert condena o facto de muitas das aprendizagens incutidas nas crianças serem através do engano, o autor sublinha que a aprendizagem será “mais bem sucedida quando o aprendiz participa voluntária e empenhadamente”.
Os exemplos dados no livro, e muitos que todos nós conhecemos da vida real e por vezes até vividos por nós, constatam esta afirmação:
- Os alunos que constroem programas educativos sobre assuntos que consideram aborrecidos (ex: fracções)
- Exemplo da Jenny que aprendeu a compreender a gramática através da utilização do computador.
São apenas dois exemplos, de muitos outros, em que a tecnologia pode ser moldada por cada um de nós, capaz de nos ser útil naquilo que quisermos, em função da nossa imaginação e persistência.
Moldagens estas que muitos educadores não entendem, pois evitam constantemente compreender que a tecnologia está e continuará a trazer mudanças espantosas nas nossas crianças e na sociedade em geral. São por isso, designados como ciberavestruzes, uma metáfora muito bem atribuída para quem enfia a cabeça na areia para não ver as mudanças que ocorrem na realidade envolvente!
Neste capítulo, papert faz, também, uma breve referência a Alan Kay, a quem se deve vários contributos na área das tecnologias. Para quem quiser saber mais, clique aqui e aqui.
sábado, 29 de setembro de 2007
Gerações (reflexão sobre o primeiro capitulo)

Como já referi, um dos objectivos do blog é comentar cada capítulo do livro A família em rede de Seymour Papert. Terminada a leitura do primeiro capitulo, é de referenciar a escrita fácil e cativante do autor.
Neste capítulo, Papert dá a conhecer as diferenças entre pais e filhos/avós e netos em relação ás novas tecnologias. O que Papert viu no seu neto Ian, vejo eu, também, no meu irmão mais novo! É incrível, as crianças agora mexem nos computadores, nos vídeos ou na televisão como se estivessem a rodar um pião (que para alguns até pode ser mais difícil!). Mas na verdade é que estas crianças e jovens nasceram, já na "Era da informática". As palavras que desconhecem vêem trazer-lhes novos desafios e vontade de aprender, cada vez mais as crianças estão a adquirir conhecimentos fora do seio familiar, pois cada vez mais estão a surgir meios de informação apoiados pelas Novas Tecnologias e cada vez mais cedo estão a aprender a lidar com elas.
Já os adultos, na maioria das vezes agarram-se ás suas tradições, subestimam as suas capacidades tecnológicas e não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem efectuado pelos seus filhos (caso da Lisa).
O que Papert sugere neste capítulo é uma ajuda mútua entre pais e filhos. A realização de actividades conjuntas é uma boa forma de se apoiarem e aprenderem uns com os outros. Isso vai promover a confiança dos pais e a responsabilidade das crianças. Só assim é que a aprendizagem de estilo familiar terá futuro.
Na sua teoria da psicanálise, Freud referiu que "A Criança é o pai do homem". Da mesma maneira, Papert atribui à criança a capacidade de mudar os preconceitos formados sobre a nova era de tecnologias.
