
"Fico preocupado com o facto de as decisões fundamentais dos pais sobre o quê e como os seus filhos aprendem serem fortemente influenciadas pelos resultados de um processo de selecção, no qual o estardalhaço produzido sobre os meios de comunicação socila pode prevalecer sobre a filosofia educativa"(capítulo 3: pag. 65).
Esta é, sem dúvida, a citação de Papert no 3º capítulo que mais me fez pensar. Hoje em dia, os meios de comunicação social têm, cada vez mais, uma grande influência sobre as pessoas e uma grande parte do que é transmitido nestes meios é publicidade. E agora pergunto: quantos de vocês é que já não foram alvo da chamada "publicidade enganosa? É este tipo de publicidade que leva muitos pais a adoptarem materiais, livros, programas, jogos que não são os mais adequados para o desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos, afinal o que interessa é o conteúdo.
Segundo Papert conceber produtos baratos e facilmente colocáveis no mercado vai ao encontro das crenças que os pais têm sobre a educação e que este aspecto é um dos motivos pelos quais as políticas educativas do mundo inteiro estão cada vez mais a ser determinadas por considerações puramente comerciais.
Vejamos, por exemplo, as nossas escolas. Estão a ser equipadas com recursos tecnológicos (computadores e não só), no entanto, não são desenvolvidos produtos e estratégias para o seu uso. A quantidade de máquinas e de software incorporados na educação não garantem o desenvolvimento da criatividade dos alunos, tão pouco significa maior qualidade...
Para terminar, deixo-vos uma questão: será que algum dia se vai chegar a um consenso sobre o que é a melhor forma de aprendizagem?






